Segundo Tiago Schietti, a relação entre serviços funerários e vigilância sanitária é um tema de grande relevância social, embora muitas vezes pouco debatido fora do meio técnico. As atividades funerárias envolvem riscos biológicos, ambientais e sanitários que exigem controle rigoroso para proteger trabalhadores, famílias e a coletividade.
Nesse contexto, a vigilância sanitária atua como agente fundamental na regulamentação, fiscalização e orientação das práticas do setor funerário. Mais do que um órgão fiscalizador, ela cumpre um papel estratégico na prevenção de riscos à saúde pública e na promoção de serviços seguros e responsáveis. Convidamos você a seguir na leitura e entender os principais pontos que envolvem essa relação entre regulação, responsabilidade e prática no setor funerário.
O papel da vigilância sanitária no setor funerário
A vigilância sanitária é responsável por estabelecer normas que garantem condições adequadas de funcionamento para serviços funerários, cemitérios e crematórios, conforme explica Tiago Schietti. Essas normas abrangem desde a infraestrutura física até os procedimentos técnicos adotados no manuseio de corpos.
Ao definir padrões mínimos de segurança e higiene, a vigilância sanitária contribui para reduzir riscos de contaminação e assegurar que as atividades funerárias ocorram dentro dos limites legais e sanitários exigidos.
Por que os serviços funerários exigem controle sanitário rigoroso?
De acordo com Tiago Schietti, os serviços funerários lidam diretamente com situações que envolvem agentes biológicos potencialmente perigosos. Corpos podem ser vetores de microrganismos, especialmente em casos de doenças infectocontagiosas, o que torna o controle sanitário indispensável.

Além disso, o descarte de resíduos, o uso de produtos químicos e o manejo adequado dos ambientes são fatores que impactam diretamente a saúde coletiva. A ausência de fiscalização pode gerar riscos não apenas para os profissionais do setor, mas também para a comunidade ao redor.
Principais exigências sanitárias aplicadas ao setor
Dentre as exigências sanitárias aplicadas ao setor, encontram-se:
- Licenciamento sanitário para funcionamento de empresas funerárias;
- Adequação da estrutura física aos padrões de higiene e segurança;
- Uso correto de equipamentos de proteção individual;
- Procedimentos adequados de higienização e desinfecção;
- Destinação correta de resíduos provenientes das atividades.
Essas exigências buscam padronizar práticas e garantir que o serviço funerário opere de forma segura, reduzindo riscos biológicos, ambientais e ocupacionais.
A importância da capacitação dos profissionais
A relação entre serviços funerários e vigilância sanitária também passa pela qualificação das equipes, como elucida Tiago Schietti. Profissionais bem treinados compreendem a importância das normas e conseguem aplicá-las corretamente no dia a dia.
Capacitações voltadas para biossegurança, uso de EPIs e protocolos sanitários ajudam a prevenir acidentes e a promover um ambiente de trabalho mais seguro. A conscientização dos colaboradores é parte essencial do cumprimento das exigências legais.
Vigilância sanitária como parceira do setor funerário
Conforme Tiago Schietti, embora muitas vezes vista apenas como órgão fiscalizador, a vigilância sanitária também exerce papel educativo. Por meio de orientações técnicas, manuais e visitas, contribui para a melhoria contínua dos serviços funerários.
Essa relação de parceria favorece a regularização das empresas e o alinhamento às boas práticas. Quando há diálogo e cooperação, o setor se fortalece e os riscos à saúde pública são significativamente reduzidos.
Impactos do cumprimento sanitário na credibilidade do serviço
Desse modo, o atendimento às normas da vigilância sanitária impacta diretamente a credibilidade das empresas funerárias. Serviços que operam de forma regular transmitem mais segurança às famílias e demonstram compromisso com a saúde coletiva.
Além disso, o cumprimento das exigências evita penalidades, interdições e danos à reputação institucional. A conformidade sanitária deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a ser um diferencial de qualidade e responsabilidade social.
Saúde pública e serviços funerários caminham juntos
Em conclusão, a relação entre serviços funerários e vigilância sanitária evidencia que o setor possui papel importante na proteção da saúde pública. As atividades funerárias, quando bem reguladas, contribuem para a prevenção de riscos e para a organização social em momentos delicados.
Fortalecer essa relação significa investir em normas claras, fiscalização eficiente e qualificação profissional. Dessa forma, o setor funerário atua de maneira segura, ética e alinhada aos princípios de cuidado com a vida, mesmo diante da morte.
Autor: Anton Gusev

