A Polícia Rodoviária Federal concluiu, em 21 de setembro de 2026, a Operação Sumaúma II, ação de combate a crimes ambientais realizada em nove estados brasileiros. Em Rondônia, a operação contou com uma base instalada em Ji-Paraná, município localizado na região central do estado e utilizado como ponto estratégico para a atuação das equipes.
Os resultados nacionais foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal após o encerramento da operação. De acordo com a corporação, foram registradas 170 ocorrências e apreendidos aproximadamente 1.000 metros cúbicos de madeira ilegal, 135 toneladas de minério, 29 toneladas de pescado e 35 toneladas de camarão transportadas irregularmente.
Rondônia participou da força-tarefa nacional
A presença de Ji-Paraná na Operação Sumaúma II colocou Rondônia entre os pontos de apoio de uma estratégia de fiscalização com alcance nacional. A PRF não informou, na divulgação consultada, quais apreensões ocorreram especificamente no território rondoniense. Os números apresentados pela corporação correspondem ao balanço geral da operação nos nove estados envolvidos.
Além dos produtos de origem animal e mineral, a ação resultou no resgate de 267 animais silvestres. Entre eles estavam 140 papagaios. A operação também apreendeu 1.200 aparelhos celulares da marca iPhone, dois aviões clandestinos e dois maquinários utilizados na extração de minério, conforme o balanço oficial divulgado pela PRF.
A operação começou em 12 de setembro e foi encerrada nove dias depois, em 21 de setembro. A divulgação dos resultados ocorreu em 22 de setembro, com atualização publicada no dia seguinte. O período de atuação concentrou abordagens e fiscalizações relacionadas ao transporte e à exploração irregular de recursos naturais.
Fiscalização envolveu diferentes órgãos
Mais de 100 profissionais participaram da operação, incluindo policiais rodoviários federais e servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de órgãos estaduais de fiscalização.
Segundo a PRF, a Operação Sumaúma II também foi utilizada como etapa prática de um curso de especialização em fiscalização ambiental. Ao todo, 74 operadores recém-formados participaram das atividades, em uma integração entre capacitação profissional e ações de campo voltadas à identificação de irregularidades ambientais.
A atuação conjunta permitiu reunir competências diferentes em uma mesma força-tarefa. Enquanto a PRF participou das fiscalizações em rodovias e dos procedimentos relacionados ao transporte de cargas, os órgãos ambientais contribuíram com a análise das ocorrências envolvendo madeira, minério, pescado, camarão, animais silvestres e equipamentos empregados em atividades de extração.
O que mostram os resultados da Operação Sumaúma II
O balanço reúne apreensões de materiais e animais associados a diferentes frentes de fiscalização ambiental. A madeira ilegal e o minério indicam a atenção das equipes às cadeias de extração e transporte de recursos naturais. Já as apreensões de pescado, camarão e animais silvestres estão relacionadas ao controle do comércio e do transporte de espécies e produtos de origem animal.
Os dados também mostram que a operação não se limitou a um único tipo de infração. A identificação de aviões clandestinos e de maquinários usados na extração de minério ampliou o alcance da ação, que buscou interromper estruturas e meios utilizados em atividades consideradas irregulares pelos órgãos de fiscalização.
Em Rondônia, a instalação da base em Ji-Paraná reforça a importância do município como ponto de apoio para operações que dependem da circulação por rodovias e da articulação entre agentes federais e estaduais. A cidade está situada em uma área de conexão entre diferentes regiões do estado, o que favorece a logística de equipes envolvidas em fiscalizações de alcance regional.
A Operação Sumaúma II foi encerrada com 170 ocorrências registradas e centenas de toneladas de materiais apreendidos, além do resgate de animais silvestres. Para a PRF, a iniciativa combinou fiscalização, formação especializada e cooperação institucional no enfrentamento aos crimes ambientais.

