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Crescer sem descapitalizar: o consórcio empresarial, segundo Tiago Oliva Schietti

Haruki Minavara
Haruki Minavara junho 29, 2026 6 Min de leitura
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Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti
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Em 2026, expandir um negócio sem comprometer o caixa tornou-se uma das questões mais estratégicas para micro, pequenos e médios empresários brasileiros. Com o crédito bancário caro e o capital de giro cada vez mais disputado, cresce o interesse pelo consórcio como ferramenta de expansão para pessoas jurídicas. Tiago Oliva Schietti, empresário, observa esse movimento com atenção, em um cenário onde mais de 15% dos consorciados ativos no Brasil são compostos por pessoas jurídicas. O consórcio empresarial permite adquirir imóveis comerciais, renovar frotas, modernizar equipamentos e até levantar capital estratégico, tudo isso sem a incidência de juros que corrói o resultado financeiro das empresas que recorrem ao financiamento bancário tradicional.

Contents
O que diferencia o consórcio empresarial do crédito bancário convencional?Para quais finalidades as empresas têm usado o consórcio?Como funciona a adesão para pessoa jurídica na prática?Quando o consórcio faz mais sentido para uma empresa

Quer entender mais sobre esse crescimento? Leia o artigo a seguir!

O que diferencia o consórcio empresarial do crédito bancário convencional?

A lógica do consórcio para pessoa jurídica segue os mesmos princípios do consórcio para pessoa física, mas com aplicações voltadas para as necessidades de uma empresa em crescimento. O consórcio para empresas surge como uma alternativa para viabilizar projetos de expansão, sem a necessidade de arcar com os juros de um financiamento tradicional.

A ausência de juros é o ponto central dessa diferenciação. Em um financiamento bancário, a empresa assume um custo financeiro que cresce ao longo do contrato, impactando diretamente o resultado operacional. No consórcio, o custo se limita à taxa de administração, fixada desde o início e diluída nas parcelas mensais. Ao contrário do financiamento, o consórcio não cobra juros, o que reduz o custo total da aquisição. 

A carta de crédito permite que a empresa adquira bens novos ou usados e negocie descontos com fornecedores. Sob a perspectiva do empresário Tiago Oliva Schietti, essa característica torna o consórcio especialmente valioso para empresas que precisam crescer de forma sustentável, sem comprometer margens já pressionadas pelo cenário econômico de 2026.

Para quais finalidades as empresas têm usado o consórcio?

A versatilidade do consórcio empresarial é um dos seus maiores atrativos. A carta de crédito contemplada pode ser direcionada para diferentes frentes de expansão, conforme a necessidade estratégica de cada negócio. Entre os bens mais comuns adquiridos por empresas via consórcio estão imóveis comerciais como salas, escritórios, galpões e terrenos para expansão das instalações, veículos para frotas corporativas ou transporte de cargas, e máquinas e equipamentos para modernização do parque fabril.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Além das aquisições tradicionais, o consórcio também tem sido utilizado como instrumento de levantamento de capital de giro. É possível realizar um levantamento de capital de giro por meio da compra de ativos dentro do círculo social da empresa, como de sócios, possibilitando o reinvestimento no próprio negócio de forma estratégica. Tal como analisa Tiago Oliva Schietti, esse uso mais sofisticado do consórcio revela uma maturidade crescente entre os empresários brasileiros, que passaram a enxergar o produto não apenas como uma forma de comprar um bem, mas como uma ferramenta de gestão financeira corporativa.

Como funciona a adesão para pessoa jurídica na prática?

O processo de entrada em um consórcio empresarial é mais simples do que muitos gestores imaginam. O consórcio para empresas costuma ter análise de crédito mais simples que financiamentos tradicionais. Basta que o CNPJ esteja ativo, tenha documentação em dia e capacidade de pagamento comprovada.

Após a adesão, a empresa passa a integrar um grupo administrado por uma administradora autorizada pelo Banco Central, participa das assembleias mensais e pode ser contemplada por sorteio ou lance. Assim, as empresas que ofertam lances altos têm maior probabilidade de serem contempladas e, uma vez contemplada, a empresa pode utilizar o crédito para aquisição do bem desejado com poder de compra à vista, o que abre margem para negociações e descontos vantajosos com fornecedores. 

Dentre o que revela o empresário Tiago Oliva Schietti, a possibilidade de comprar à vista é um diferencial competitivo concreto, especialmente em negociações com fornecedores de equipamentos e imóveis comerciais, onde o pagamento imediato costuma render condições superiores às do crédito parcelado.

Quando o consórcio faz mais sentido para uma empresa

O consórcio empresarial não é indicado para todas as situações. Quando a necessidade de renovação de frota ou aquisição de equipamento é urgente e o não atendimento implica perda de receita, o financiamento tradicional pode ser o único caminho viável, apesar do custo maior.

Para os demais cenários, o consórcio se posiciona com clareza. O consórcio é especialmente vantajoso para empresas com planejamento a longo prazo, que desejam expandir o patrimônio sem comprometer o planejamento financeiro com valores de entrada e que precisam renovar frotas ou atualizar maquinário de forma periódica, encontrando no consórcio uma maneira de se planejar para esses investimentos cíclicos. 

No fim, como considera Tiago Oliva Schietti, a decisão correta passa sempre pelo mesmo critério: urgência versus planejamento. Empresas que conseguem antecipar suas necessidades de expansão com pelo menos um ano de antecedência têm no consórcio uma alternativa financeiramente mais eficiente do que qualquer linha de crédito com juros disponível no mercado brasileiro de 2026.

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