Com Marcos Rocha impedido de disputar o terceiro mandato, a disputa pelo Executivo estadual está aberta e ao menos oito nomes já sinalizaram candidatura
O calendário eleitoral de 2026 está mexendo com Rondônia de uma forma que não acontecia há oito anos. Isso porque o atual governador, Coronel Marcos Rocha, que governou o estado desde 2019, não pode disputar um terceiro mandato consecutivo. Marcos Rocha foi eleito em 2018 e reeleito em 2022, encerrando o ciclo de oito anos à frente do Executivo. Pela legislação eleitoral, chefes do Executivo só podem ocupar o cargo por dois mandatos consecutivos. Com isso, a disputa pela cadeira do Palácio Rio Madeira está, pela primeira vez em muito tempo, completamente em aberto. Exame
O cenário político rondoniense é marcado por fragmentação e alianças voláteis, características que tornam essa eleição ainda mais imprevisível. Até o momento, oito políticos se colocam como possíveis candidatos ao governo de Rondônia nas eleições 2026, com nomes de diferentes espectros ideológicos: Adailton Fúria (PSD), Delegado Flori Cordeiro (Podemos), Expedito Netto (PT), Fernando Máximo (União Brasil), Hildon Chaves (PSDB), Marcos Rogério (PL), Samuel Costa (Rede) e Sérgio Gonçalves (União Brasil). O prazo para que as candidaturas se formalizem nas convenções partidárias vai até agosto de 2026, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Rondoniaovivo
Os Favoritos e o Jogo das Alianças
Entre os nomes mais citados nas pesquisas e nas análises políticas do estado, três se destacam pela estrutura de campanha e pelo histórico eleitoral. Pesquisa Veritá, com 1.220 eleitores e registro no TRE, aponta Marcos Rogério líder para o governo de Rondônia em todos os cenários. Senador pelo PL e uma das figuras mais identificadas com o bolsonarismo no estado, Marcos Rogério tem base eleitoral sólida no interior e vive uma tensão com o próprio partido, que estuda se ele deve concorrer ao governo ou tentar renovar o mandato no Senado. News Rondônia
Fernando Máximo, médico e deputado federal mais votado de Rondônia em 2022, é outro nome que concentra atenção. Ele defende pautas ligadas à saúde, ao conservadorismo e ao fortalecimento da família, e é visto como político carismático com forte apoio entre evangélicos e setores conservadores. Já Sérgio Gonçalves, vice-governador de Marcos Rocha, tem a vantagem de ser indicado pelo governador como seu sucessor natural e deve assumir interinamente o comando do estado em algum momento da corrida eleitoral, o que lhe confere visibilidade e estrutura de máquina pública. O licenciamento do governador Marcos Rocha, que concorrerá ao Senado, deve abrir espaço para que Gonçalves assuma o comando do estado, trazendo novas dinâmicas à disputa política. RondoniaovivoRondonoticias
As Dúvidas Que Ainda Definem o Cenário
A eleição de Rondônia de 2026 ainda carrega muitas incertezas que podem mudar completamente o quadro antes das convenções. Uma delas é o papel de Ivo Cassol, ex-governador do estado que esteve impedido de concorrer em eleições anteriores por questões relacionadas à legislação eleitoral. Ex-governador de Rondônia, Ivo Cassol é citado como um dos possíveis candidatos ao pleito, e após mudanças aprovadas pelo Senado, há a possibilidade de nova candidatura, mas ainda não houve confirmação. Caso Cassol confirme sua entrada na disputa, o mapa político do estado ganha uma variável com poder real de alterar preferências. Exame
A situação de Hildon Chaves também gera dúvidas. Ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos e figura com alta aprovação popular, ele sinalizou candidatura ao governo, mas há pressões para que dispute uma vaga na Câmara Federal. Apesar das negativas sobre mudanças partidárias, as reviravoltas são uma constante na política rondoniense, e possíveis alianças ainda parecem estar sobre a mesa de possibilidades. A indefinição de Chaves deixa um espaço importante em aberto no campo de oposição ao grupo político do governador. Rondônia Dinâmica
O Que Está em Jogo Para Rondônia
Independentemente de quem vencer, o próximo governador de Rondônia herdará um estado em transformação acelerada. A agenda do novo Executivo estadual precisará lidar com temas complexos e urgentes: a gestão ambiental da Amazônia rondoniense, cada vez mais pressionada por exigências internacionais de sustentabilidade; a expansão da infraestrutura logística, com projetos como o Corredor Bioceânico e a hidrovia do Madeira; e a continuidade do crescimento do agronegócio sem comprometer a floresta.
Em Rondônia, são mais de 1.266 mil eleitores e eleitoras que irão às urnas para eleger seus representantes, com duas vagas em disputa no Senado e 8 vagas na Câmara Federal, além de 24 cadeiras na Assembleia Legislativa estadual. O volume de cargos em jogo torna as alianças eleitorais ainda mais complexas, porque cada candidato ao governo precisará de suporte nas listas proporcionais para viabilizar sua base parlamentar. A eleição de outubro promete ser uma das mais movimentadas e imprevisíveis da história recente de Rondônia. Tre-ro
Fontes: exame.com | rondoniaovivo.com | tre-ro.jus.br | newsrondonia.com.br | rondonoticias.com.br
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

