A Operação Sumaúma II em Rondônia foi concluída em 21 de setembro de 2026 após dez dias de ações contra crimes ambientais em rodovias e áreas estratégicas de fiscalização. A iniciativa nacional contou com uma base operacional em Ji-Paraná, na região central do estado, e ocorreu simultaneamente em nove estados brasileiros.
De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal em 22 de setembro, foram registradas 170 ocorrências durante a operação. A força-tarefa reuniu equipes da PRF, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de outros órgãos de fiscalização.
Ji-Paraná foi uma das bases da fiscalização
A escolha de Ji-Paraná como um dos pontos de apoio inseriu Rondônia em uma estratégia de alcance nacional voltada à verificação de cargas, veículos e atividades relacionadas à exploração de recursos naturais. A operação concentrou esforços no combate ao transporte e à extração irregular de produtos ambientais, com atuação integrada entre instituições federais.
A presença da base no município também reforça a importância das rodovias federais que atravessam o estado para o controle de mercadorias e cargas provenientes de áreas rurais. Conforme o arquivo de notícias da PRF, a operação fez parte do conjunto de ações institucionais divulgadas pelo órgão em setembro de 2026.
Madeira, minério e pescado estão entre as apreensões
Entre os principais resultados apresentados pela PRF estão aproximadamente 1.000 metros cúbicos de madeira ilegal e 135 toneladas de minério apreendidos. Os números dimensionam o volume de materiais retirados de circulação durante as abordagens e fiscalizações realizadas pelas equipes participantes.
O balanço também aponta a apreensão de 29 toneladas de pescado. Em uma ocorrência específica, foram identificadas 35 toneladas de camarão transportadas em dois caminhões. A atuação sobre cargas desse tipo busca verificar a origem, a documentação e as condições de transporte dos produtos submetidos à fiscalização ambiental.
Além dos materiais de origem florestal, mineral e pesqueira, a operação apreendeu dois aviões clandestinos e dois maquinários utilizados na extração de minério. O levantamento da PRF ainda registra a apreensão de 1.200 aparelhos iPhone. A fonte oficial não detalha, no balanço apresentado, a relação individual de cada ocorrência com os diferentes tipos de crime investigados.
Operação resgatou 267 animais silvestres
A proteção da fauna foi outro eixo da Sumaúma II. Ao todo, 267 animais silvestres foram resgatados pelas equipes durante a operação. Entre eles estavam 140 papagaios, espécie frequentemente associada ao tráfico e à manutenção irregular em cativeiro, embora o balanço divulgado não apresente a distribuição completa das ocorrências por localidade.
O resgate de animais integra as ações de fiscalização contra o comércio e o transporte ilegais da fauna. Após a identificação das situações irregulares, os procedimentos dependem da atuação dos órgãos ambientais competentes, responsáveis pelas providências previstas para cada caso.
Ação envolveu nove estados
A Operação Sumaúma II começou em 12 de setembro e foi encerrada em 21 de setembro de 2026. A realização simultânea em nove estados permitiu coordenar abordagens em diferentes rotas e áreas de interesse ambiental, ampliando o alcance das equipes envolvidas.
Em Rondônia, a base instalada em Ji-Paraná aproximou a força-tarefa de uma região estratégica para o transporte rodoviário e para a circulação de produtos vinculados a atividades rurais e extrativas. A operação, no entanto, teve abrangência nacional e não se limitou ao território rondoniense.
O balanço foi publicado pela PRF em 22 de setembro, um dia após o encerramento das atividades. Os resultados reúnem apreensões de cargas, equipamentos e aeronaves, além do resgate de animais, e mostram a atuação conjunta de órgãos de segurança e fiscalização ambiental no enfrentamento de crimes praticados em rodovias e áreas rurais.

